Natureza: o melhor de Vancouver

  • Pedalando no Stanley Park, em Vancouver
  • Coal Harbour, Vancouver

Description

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Vancouver rapidamente se tornou uma das minhas cidades favoritas em todo o mundo. Por mais estranho que possa parecer, não foi todo esse amor à primeira vista. Estive aqui duas vezes antes (2007 e 2010) e gostei muito da cidade, achei tudo muito charmoso. Mas em ambas as vezes o tempo estava nublado ou chovendo, então a experiência não foi exatamente a mesma. O detalhe é que eu nem imagina.

Desta vez foi totalmente diferente. No dia 1º de junho cheguei para uma estadia de 37 dias. Não era simplesmente uma visita turística. Eu chegava para trabalhar na Copa do Mundo Feminina da FIFA o maior evento do mundo no futebol feminino. Normalmente quando eu estou trabalhando eu tenho muito pouco tempo para aproveitar a cidade, mas agora eu tive a sorte não só de conhecer a maioria das atrações, mas também de fazer isso com ótimos amigos e meu marido.

Uma das principais razões por qual realmente me apaixonei pela cidade foi a localização do hotel eu fiquei, o Westin Bayshore em Coal Harbour. É logo ao lado da entrada do Stanley Park, muito perto da marina, do Canada Place, da English Bay, muitas lojas e restaurantes. E como era final da primavera/início do verão, com a luz do dia até perto das 10 da noite, foi incrível poder andar de bicicleta quase todos os dias depois do trabalho. Ao longo da marina existem várias lojas onde você pode alugar, mas as opções mais baratas ficam na Denman Street, onde você pode encontrar bicicletas por até 5 dólares canadenses por hora. Algumas ainda oferecem descontos para clientes novos ou que retornam, não se esqueça de perguntar. Um passeio completo por todo o parque leva pouco menos de 2 horas se você é como eu e vai parando várias vezes para fotos e vídeos. Durante o inverno essas mesmas lojas passam a alugar equipamento de esqui por um valor muito menor do que o que você vai encontrar em Whistler.

Antes ou depois do trabalho também aproveitei para visitar outras atrações, como a Capilano Suspension Bridge, a Torre de Observação (LookOut Tower), Gastown e a Engligh Bay. A melhor coisa foi não precisar me preocupar com aluguel de carro, linhas de ônibus, metrô ou mesmo um táxi para ir a qualquer desses lugares. Saí caminhando mesmo (a maior distância foi de 25-30 min até Gastown, mas foi ótimo passar pelo buchicho na região do Canada Place e conhecer a área) ou então utilizei os ônibus gratuitos que as próprias atrações oferecem.

Caminhar no Coal Harbour ou no Stanley Park era uma obrigação sempre que o dia estivesse bonito. Por sorte, quase todos os dias desta vez. A vista é tão incrível que sempre parava e tirava as mesmas fotos. No Coal Harbour ótimos restaurantes e sorveterias que vão tornar o passeio ainda mais agradável. Se você subir a torre de observação (Lookout Tower) terá uma vista maravilhosa da cidade. Eles oferecem uma visita guiada incluída no preço que foi superlegal, já que a guia conhecia os mínimos detalhes históricos. Achei o preço um pouco caro (18 dólares canadenses), mas o ingresso dá direito a entrada e saída durante o dia inteiro, então você poderia ir na parte da tarde e retornar à noite para o pôr do sol. Infelizmente não foi o que consegui fazer, já que eu estava trabalhando e não tinha tempo. Mas imagino que o pôr do sol lá de cima deve ser fantástico!

A partir da torre, Gastown fica a poucos quarteirões. A área foi revitalizada nos anos 70, quando instalaram um relógio a vapor que ficou bem famoso (que por sinal foi reformado há pouco tempo pelo próprio criador). Hoje o lugar é cheio de restaurantes e lojas de souvenirs. Vale uma visita.

A partir de Coal Harbour (e meu hotel), se você for na direção oposta você chega à English Bay, outra grande área repleta de restaurantes e lugares legais. Além disso, onde você pode ver o mais belo pôr do sol em Vancouver. A praia fica super cheia quando o tempo está bom, mas se sua ideia for ir à praia, eu pegaria a bicicleta e seguiria até a  Praia no Parque Stanley (chama “First Beach” mesmo). Muita gente jovem, bonita e música alta! ;)

Vancouver é uma cidade que se orgulhosa bastante da sua herança indígena, então em vários locais você verá totens representando a cultura. Mas estes não são os originais, que foram destruídos nas batalhas do “Velho Oeste”. Alguns desses totens estão no Parque Capilano, onde se encontra a ponte de suspensão. O próprio parque é muito agradável e há mais coisas a fazer do que conhecer essa ponte, mas também achei a entrada um pouco cara. Você paga perto de CAD 40, incluindo impostos. O bom é que transporte é gratuito saindo do Canada Place ou de vários hotéis, então já é uma despesa a menos. paisagem é lindíssima, e é divertido caminhar sobre a ponte suspensa (tipo uma “ponte do rio que cai” para o pessoal dos 30 que sabe do que estou falando… A diferença é que esta não cai!!! rsrsrsr).

Falando de natureza, os melhores passeios para mim foram todos ao ar livre. E para esses que vou descrever agora você precisa de no mínimo metade de um dia ou um dia inteiro pra não ter que fazer tudo correndo. Também a partir do Canada Place você pode pegar um ônibus gratuito para a Grouse Mountain, a estação de esqui mais próxima da cidade. Mas o que fazer numa estação de esqui no verão???? Duas coisas: apreciar a melhor vista de Vancouver e malhar, não necessariamente nesta ordem. 

Por CAD 40 um bondinho te leva ao topo da montanha, onde você pode ver a cidade inteira lá embaixo. Tem também algumas apresentações gratuitas e ursos pardos (isso se eles não quiserem só sombra e água fresca como aconteceu comigo) ou incrementar seu pacote para incluir também outros mirantes ou a tirolesa. Mas se você estiver se sentindo aventureiro pode fazer a trilha da montanha, conhecida como Grind. Se você não tiver certeza nem tente, pois não há caminho de volta, você tem ir até o final após começar (você até vê gente voltando, mas como a descida é muito íngreme e tem muita gente subindo, é melhor evitar).

Esta foi a trilha mais difícil que eu já fiz na minha vida: 2,9 km subindo, às vezes com degraus enormes e aí você se pergunta como tem gente que consegue subir em 30 minutos!!?? O motorista do nosso ônibus (que era praticamente um guia dando muitas dicas durante o caminho) disse que uma pessoa em média termina em 1h30-2h. Mas com todo o meu orgulho digo que completei o trajeto entre os mais lentos… terminando a caminhada em 2 horas depois de parar várias vezes (muitas com a desculpa de tirar fotos… rsrsrsrs). Mas quando cheguei ao topo a sensação é de que eu tinha perdido pelo menos 2 kg! Como você não pode voltar pelo mesmo caminho, tem que pegar o bondinho, mas custa só CAD 10. Essa trilha é bastante usada por atletas profissionais pra manter a forma e malhar, principalmente os jogadores de hóquei daqui.

Uma outra coisa que você não pode perder em Vancouver é um passeio para ver as baleias Orcas. Claro que não é garantido que você vai ver qualquer baleia (e a empresa que escolhemos oferecia outra viagem grátis no caso de você não ver nada), mas estávamos com muita sorte! De acordo com a guia, escolhemos exatamente o dia em que viria a ser o melhor em toda a temporada até agora. Vimos muitas famílias de Orcas (pods, como eles chamam), e algumas chegaram bem perto do barco! Como em Vancouver você está realmente perto da fronteira com os EUA e Seattle, quando você passa entre as ilhas às vezes acaba em águas americanas. Mas para fins de visualização é muito melhor quando as baleias estão em águas canadenses. Explico: no Canadá, barcos podem chegar até 100 metros de distância dos mamíferos, mas nos EUA a distância mínima permitida para a aproximação é o dobro. Então, a menos que as baleias decidir te surpreender e chegar perto para dizer hello, você só vai vê-las de muito longe. Durante a nossa visita nós só vimos baleias nos EUA uma vez, todas as outras estavam no Canadá. Eu não sei se elas estavam de bom humor ou apenas com vontade de brincar, mas as Orcas estavam pulando como em Sea World! É muito difícil tirar fotos, porque você nunca sabe onde elas vão aparecer, mas quando você vê um animal enorme desse de perto, livre, a sensação de gratidão e amor pela natureza é indescritível.

Eu poderia continuar aqui por horas contando o que mais você pode fazer em Vancouver, mas nada do que eu escreva realmente fará juz à beleza e ao “carisma” (se é que isso existe) da cidade. Tem que se deixar levar… Sentar no parque e apreciar a natureza, sair andando pela rua e escolher o restaurante que mais te agrada (mesmo que tenha fila de espera…), conversar com os moradores e ouvir mais dicas… Ou não… Só sei que quando eu voltar, quero fazer tudo de novo, exatamente do mesmo jeito.

E você? O que achou? Tem mais alguma dica?

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  • Category
    América do Norte
  • Location
    Vancouver
  • Tags
    british columbia, canada, grouse mountain, orcas, passeio de bicicleta, stanley park, the grind, vancouver
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